Ponte de madeira
Fonte:
A ponte da Vila Maria, que ainda existe e dá
acesso ao bairro do Belém, era de madeira, e o bonde passava sobre ela rumo ao
centro da cidade. Poucos eram os meios de transporte disponíveis, as pessoas
andavam de bonde, de ônibus (chamado popularmente de poeirinha, por conta da
sujeira dentro deles) ou a pé.
Outra diferença notória era a quantidade de descampados e matagais, chamados de “capoeiras” pelo entrevistado. Conforme dito por ele “Não era grande o número de casas, por todo lado era mato ou brejo, e a gente pescava lambari no Rio Tietê” o que representa um grande impacto natural que foi a destruição do Rio Tietê. Depois de 70 anos já não há possibilidade de vida neste grande Rio que corta a cidade de São Paulo.
Igreja Nossa Senhora da Candelária
Fonte:
Como entretenimento, o entrevistado informou
que havia um cinema chamado “Cine Candelária” que recebia a visita de
importantes nomes da mídia atual, como Silvio Santos e Raul Gil. Candelária é
uma grande igreja católica do bairro que, atualmente, dá nome a comércios, escolas
e é ponto de referência como também era antigamente. Pelo que podemos notar a
influência da igreja já era grande na época, visto que o cinema carregava seu
nome.
Outro fato de relevância destacado pelo
locutor é a grande quantidade de portugueses que moravam no bairro. Ele e a
maioria de seus amigos eram de classe social inferior e, segundo o senhor
entrevistado, quem tinha maior ascensão financeira eram os portugueses,
normalmente donos de padarias. O bairro da Vila Maria recebeu bastante
influência dos governantes Jânio Quadros e Ademar de Barros. Sob o cuidado
dedicado ao bairro por parte destes políticos, o entrevistado alega que o
bairro começou a prosperar.
Identifiquei certa tristeza por parte do locutor ao falar de sua infância na Vila Maria. Ele afirmou que se hoje achamos algo ruim, que não imaginamos como era difícil viver naquela época.


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